Quarta-feira, Julho 08, 2009

Direito de Resposta - Aristides Silva

Olá Humberto Santos
Em referência ao artigo publicado no teu blogger extraído do Jornal A NAÇÃO sobre a nomeação de Aristides Silva venho por este meio solicitar-te a publicação de um direito de resposta:


É lamentável ver e saber que ainda existem pessoas de tamanha irresponsabilidade e dispostas a lançar confusão.
Isto para dizer que nem o meu perfil, nem o meu curriculum enquadra em toda esta baixaria que estão tentando me envolver.
Cobardia há muita e hipocrisia há muita.
Estou de consciência tranquila porque.

Ninguém tem mais educação do que eu.
Não recebo lição de hipócritas e mentirosos a respeito de relacionamento.
Eu não aceito e não concordo com a forma com que eu estou sendo referenciado neste artigo.

Mais uma vez, repito, este artigo não era para mim. O meu nome aparece neste artigo por um lapso enorme.
Só sei fazer o bem. Só respeito aqueles que sabem respeitar os outros, nada mais.
Sei e tenho consciência que sou perseguido por alguns colegas mal intencionados que tentam boicotar o meu trabalho a todo custo dificultado assim a minha vida e a vida da RTC, mas esses perseguem toda a gente com intenção de trabalhar seriamente.
Com o devido respeito pelos outros, eu não sou menos que ninguém porque ao contrário de alguns salteadores de comunicação social eu estou onde estou graças ao meu trabalho, sacrifício, dedicação, respeito, honra, lealdade, honestidade e zelo.

Em relação às habilitações literárias que fazem referência à minha pessoa não corresponde à verdade, mas este é meu assunto.
Em relação a formação profissional já agora para quem não sabe vou apontar algumas habilitações profissionais. Para começar só para verem a minha envolvência com a causa da comunicação social, iniciei no ano de 1979 na então Voz de S. Vicente um estágio de locução ministrado pelo grande Jornalista Fernando Carrilho. Fiz um pequeno curso de jornalismo escrito no Jornal Voz Di Povo ministrado pelo Jornalista Chileno Coloma e o Jornalista Angolano Luís Filipe Correia de Sá. Fiz Curso de Operador de Câmera e Editor de Imagem ministrado pela RTP. Fiz Curso de Realizador e Supervisor também ministrado pela RTP. Fiz Curso de Jornalismo Técnico em Dakar, Senegal ministrado pela União das Rádio e Televisões Nacionais da África (URTNA) e a Fundação Friedrich Ebert. Fiz formação em Edição não linear AVID, também ministrado pela RTP. Fiz curso de Técnicas de Rádio e Difusão na República Popular da China… Tudo o que acabo de apontar aqui vem acompanhado dos respectivos diplomas ou certificados.

Será um problema de discriminação, de racismo ou será xenofobia.
Porque disto também como existe muito na nossa casa para mim não é novidade.

Em relação ao DVD Nhô KziG tenho a dizer o seguinte:
Ninguém tem dúvidas de que fui um daqueles que sacrificou para promover o Violinista Nhô KziG , deslocando-me à Santo Antão subindo montanhas e rochas para fazer o documentário sobre a Vida e Obra de Nhô KziG e o grupo com o referido nome que tomou parte neste trabalho, pode comprovar a minha dedicação e seriedade a causa da Nhô KziG. Esforcei-me numa tentativa de mais uma vez contribuir para a promoção cultural, realizei e produzi o 1º Festival em homenagem à Nhô KziG em Ponta do Sol, Santo Antão. Por isso a minha seriedade e honestidade está de mãos limpas e de consciência tranquila.

Acusação, difamação, injúria nós todos sabemos aonde é que devemos tratar destes problemas (nos Tribunais).

São milhares e milhares de trabalhos que tenho tomado parte e assumido ao longo destes 25 anos de carreira. Se eu fosse enumerá-los não existiria espaço em nenhum jornal do mundo. Uns felizes e outros menos felizes, ninguém é perfeito.
Os trabalhos que realizei ao longo desses anos sempre foram executados com as melhores intenções e nunca com o objectivo de prejudicar quem quer que fosse.
Entretanto se algum dia tomei parte dalgum trabalho que prejudicou alguém, peço imensas desculpas.
De manipulação de consciência sou totalmente ignorante.

Mas nunca fui alvo de qualquer suspeita, de qualquer repreensão verbal ou escrita, nenhum processo disciplinar. Sei que aqueles que querem ver-me pelas costas não vão parar por aí, mas pela frente é que está o caminho.
A minha bandeira é trabalho, seriedade, competência e honestidade. Quem afirmar em contrário está seriamente equivocado.
Eu que sempre lutei com dignidade lealdade e sacrifício carregando a minha câmara nas costas, dando toda a minha juventude à causa da comunicação social em Cabo Verde, a merecer isto?
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Segunda-feira, Julho 06, 2009

De Rádio Barlavento a Rádio Voz de São Vicente


comunicação proferida pelo jornalista Carlos Lima, em Dezembro de 2005, no Mindelo, para assinalar os 31 anos da tomada da Rádio Barlavento:



Após o seu surgimento, a rádio conquistou, em apenas 40 anos, um lugar tão importante na vida intelectual e económica da maioria dos povos. A sua presença indiscreta insinuou-se de tal forma nos nossos hábitos que hoje o mundo sem rádio nos colocaria numa posição muito remota. Aliás, são incontestáveis os valores da rádio enquanto meio de comunicação de massas.

Trata-se de um órgão que muito mais que a televisão ou o cinema estende o seu poder e a sua magia por todas as partes do mundo e a todos os meios sociais. Posso mesmo concluir que a rádio conseguiu impor modificações profundas nos hábitos e na maneira de viver do homem moderno. Ou seja, acredita-se que a rádio pôs fim a uma espécie de isolamento no qual o homem vivia.

Muitos vivem hoje à espera das palavras e do som dos seus receptores. É esta magia que transforma a arte de fazer rádio numa forma de levar o saber, a cultura e a informação genérica a todas as casas numa das mais abertas democracias do mundo.

É na base destes conceitos de rádio que recordamos a data de 9 de Dezembro, marcada pela passagem do trigésimo primeiro aniversário da tomada a Rádio Barlavento aqui na ilha de S. Vicente, por um grupo de populares, maior parte, jovens revoltados pelos conteúdos da programação dessa estação emissora. Entre essas pessoas vamos aqui recordar o nosso amigo Carlos Évora e o saudoso Cuks que já não está entre nós, infelizmente.

Registada sob a sigla Rádio Barlavento, estação emissora de ondas curtas CR4AC, emitindo na faixa dos 75 metros, os sanvicentinos tomaram as instalações no antigo Grémio Recreativo Mindelo, na Praça Nova, e criaram uma estação do povo, para o povo e pelo povo, designada Rádio Voz de S. Vicente.

Hoje, se estamos aqui para marcar a passagem dessa data histórica é porque tivemos pessoas que se dedicaram à causa da rádio, algumas vivas, outras já falecidas, mas que também recordamos com muita saudade. Refiro-me aos Srs. Cândido Cunha, Pedro Afonso, Evandro de Matos, Teodoro Pias, Telmo Vieira, Aníbal Lopes da Silva, Francisco Tavares de Almeida, Zito Azevedo e muitos outros que poderíamos enumerar e aos quais rendemos sincera e respeitosa homenagem.

Outra estação emissora marcante na época que antecedia a Independência Nacional era a Rádio Clube Mindelo, também de ondas curtas, com a sigla CR4AB, que emitia na faixa dos 62 metros. A estação, situada na rua de Lisboa, foi uma verdadeira escola de locutores, os quais acabariam por trabalhar na Rádio Barlavento, na altura de maior expressão, devido a potência do seu emissor, 1Kw.

Voltando ao 9 de Dezembro, podemos dizer que inicialmente a funcionar com locutores e técnicos que viam na actividade radiofónica apenas um hobby, a Rádio Voz de S. Vicente permitiu uma virada na história da radiodifusão. Pode-se considerar que há 31 anos, a radiodifusão em Cabo Verde dava o seu primeiro passo no caminho do crescimento, da profissionalização e da modernização, com a contratação dos primeiros quadros a tempo inteiro e que, posteriormente, passariam à fase de formação no exterior.

Enquanto os quadros recebiam essa formação, outros carolas mantinha a estação no ar, elaborando noticiários, tanto a nível nacional como internacional através de um serviço de escuta das estações estrangeiras e também da prensa latina; produzindo programas, a maior parte sobre o processo da luta pela Independência, com as músicas de intervenção da época e poemas que clamavam pela liberdade.

Com a tomada da Rádio Barlavento, começava o processo de esclarecimento do povo quanto aos projectos da Independência, quanto ao pensamento e à obra de Amílcar Cabral, numa rádio revolucionária que acabou por ter o privilegio de noticiar a independência de Cabo Verde, a 5 de Julho de 1975.

Pode-se considerar que volvidos 31 anos, Cabo Verde tem hoje uma rádio renovada que passou por algumas fases de transformação. No início existiam a Rádio Voz de S. Vicente, no Mindelo, a Emissora Oficial, na Praia, e mais tarde, foi criada a retransmissora no Sal, que acabariam por fundir-se na Rádio Nacional de Cabo Verde, RNCV, que, por sua vez, foi extinta e criada a actual empresa RTC com a componentes rádio e televisão.

Hoje a Rádio de Cabo Verde chega a todos os cantos do país através de uma rede de emissores e retransmissores em modulação de frequência, com centros de produção na Praia, Mindelo, Espargos e Assomada, e foi materializado o sonho de estarmos no seio da nossa emigração através da Internet.

Os carolas de 1974, alguns ainda no activo, vêem agora no quadro de pessoal da rádio, técnicos licenciados em vários países, o que poderá ser considerado uma mais-valia no sentido da melhoria dos conteúdos da nossa emissão e programação.

Se hoje Cabo Verde tem uma rádio pública com expressão e com liderança de audiência é que foi dado o importante passo a 9 de Dezembro de 1974 no sentido da criação da Rádio Voz de S. Vicente. Uma data que, sem dúvida, faz parte da História do nosso país e que decerto continua a ser acarinhada pelo povo cabo-verdiano

In: Kriol Rádio
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Sexta-feira, Julho 03, 2009

A Semana é o jornal mais lido dos periódicos impressos no país


Os resultados do “II Inquérito à Satisfação e Audiometria dos Órgãos de Comunicação Social” hoje divulgados na Praia, revelam que o semanário “A Semana” continua a ser o jornal mais lido de todos, com dois em cada três dos inquiridos a declararem que já leram esse periódico nacional.

A II Audiometria, encomendada pela Direcção-Geral da Comunicação Social e executada pela Afrosondagem, uma empresa especializada do ramo, revela ainda, que o número de pessoas inquiridas que nunca leram nenhum dos jornais nacionais, continua elevado, embora com uma diminuição em cerca de dez pontos percentuais.

Este número passou de 37% em 2008, para 27%, actualmente.

A preferência pelo Jornal A Semana alcança quase metade (49%) dos inquiridos, contra os 67% registados em 2008.

O jornal “Expresso das Ilhas” é preferido por 9%, enquanto o “A Nação” apresenta-se como o terceiro mais preferido com 4%, seguido do Terra Nova (3%) e Artiletra (2%).

Somente um quarto dos inquiridos afirmou ter lido um dos jornais impressos cabo-verdianos, nas últimas 4 semanas, equivalendo a cerca de metade do valor registado em 2008. Por outro lado, a proporção dos que leram outros jornais nesse mesmo período, aumentou para 82%.

O tempo dispensado à leitura dos jornais impressos continua muito baixo. Segundo o estudo, cerca de 63% dos confirmaram ter lido um jornal, nesse período, em menos de 1 hora.

Quanto ao item qualidade geral, A Semana continua com avaliação boa ou muito boa atribuída por 75% dos leitores dos jornais impressos. Expresso das Ilhas diminuiu a sua performance nesse ponto, ligeiramente, passando de 56% em 2008, para 52% ao contrário do jornal Artiletra que alcança uma avaliação positiva de 54%, praticamente 2% acima do valor do Expresso das Ilhas.

O jornal Terra Nova também é avaliado positivamente, por quase metade (49%) dos leitores e atingiu mais sete pontos percentuais do que foi verificado em 2008.

A Nação diminuiu significativamente em relação a 2008. De 61% de avaliação boa/muito passou para 47% em 2009.

Relativamente à satisfação com os serviços prestados pelos jornais, o estudo diz que esta ainda continua bastante positiva, apesar de um decréscimo relativamente a 2008, na ordem de cinco pontos percentuais. De 78%, essa satisfação desceu para 73%.

Pouco mais de um terço dos leitores dos jornais impressos costumam ler as edições on-line desses jornais que se encontram disponíveis na Internet.

O estudo da Afrosondagem conclui que, em termos de notoriedade espontânea, o jornal A Semana lidera consideravelmente os níveis de notoriedade espontânea em relação aos demais jornais do país.

O jornal Expresso das Ilhas mantém a segunda posição, com uma subida de um ponto percentual, passando de 10% para 11%. Já o jornal Terra Nova dominou o Artiletra, ficando na terceira posição com 7% de notoriedade espontânea, graças, diz o relatório, sobretudo aos resultados obtidos na ilha do Fogo.

A Nação ocupa a quarta posição com 4% de notoriedade espontânea.

No que concerne ao conhecimento de cada jornal em particular (ou notoriedade dirigida), A Semana mantém a sua performance, tendo 97% dos inquiridos afirmado que conhecem este jornal.

O Expresso das Ilhas cujo nível de notoriedade dirigida aumentou em todos os domínios de estudo, à excepção do Fogo, é conhecido por 73% dos inquiridos.

Entretanto, o estudo destaca que os maiores aumentos de níveis de notoriedade dirigida foram registados entre os jornais A Nação, com um acréscimo de cerca de 25%, passando de 37% em 2008, para 62% em 2009, seguido pelos jornais Artiletra que alcançou valores muito próximos, passando de 36%, para 56% no mesmo período e Terra Nova cuja notoriedade dirigida aumentou em cerca de oito pontos percentuais, alcançando os 50%.

In:Inforpress
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Estudo diz que cabo-verdianos preferem a Rádio de Cabo Verde

A Rádio de Cabo Verde é estação mais ouvida no País, alem de ser a que ostenta a maior notoriedade.

Os dados constam do segundo estudo da audiometria sobre os Órgãos de Comunicação Social, realizado pela empresa Afrosondagem e apresentado na manha desta sexta-feira, na Praia pelo seu director Francisco Rodrigues.

No universo radiofónico, as pessoas ouvidas pela Afrosondagem exigem mais informação e uma programação mais variada.

No capítulo dos jornais impressos, o estudo aponta para um domínio claro do A Semana, embora o Jornal A Nação seja o que mais cresceu em termos de notoriedade. A percentagem das pessoas que nunca leram um jornal está próxima dos 30 por cento.

Uma situação que, no entender de Francisco Rodrigues, é preocupante, embora esta proporção tenha baixado em relação a 2007.

No rol dos jornais on line, é o A Semana que também se posiciona em primeira posição no estudo da Afrosondagem, que aponta o Liberal como sendo alvo de uma queda acentuada que viu diminuído, de forma significativa, o nível de notoridade.

No universo televisivo, a TCV é a mais vista, mas o canal que mais cresceu é a Record.

Este segundo estudo de audiometria sobre os órgãos de Comunicação Social foi realizado nos concelhos da Praia, Sal, São Vicente, Santa Catarina e São Filipe.

Foram ouvidas mais de duas mil pessoas numa amostra representativa, com uma margem de erro de 5 por cento, sendo o intervalo de confiança de 95 por cento.

In: RTC
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Nomeação de Aristides Silva causa polémica na TCV-Mindelo

A nomeação de Aristides Silva para chefiar o departamento de Informação e Programas está a gerar uma onda de descontentamento em vários trabalhadores da Delegação da Televisão de Cabo Verde (TCV) do Mindelo (em São Vicente).

Essa insatisfação tem sido manifestada em pedidos de off the de record ou em “posts” anónimos nos jornais “on-lines”, que divulgaram a notícia. Um dos comentários dizia “Escândalo e surpresa na Delegação da TCV Mindelo. Atónitos com esta decisão, os trabalhadores estão estupefactos. Aristides Silva? O menos habilitado, intratável, incomunicável, com um nível académico e profissional baixo (sexta classe), sem formação, é o novo Chefe de Divisão de Informação. Como é que a TCV pode evoluir com um chefe com essas habilitações? Como vai se relacionar e dirigir os jornalistas e o Festival “Nhô KziG”, em DVD? Como fica?”.

O grande “handicap” que apontam a Aristides é a sua incapacidade para gerir a informação na TCV, mormente quando se aproxima um novo ciclo eleitoral. Mas os jornalistas contactados por A NAÇÃO não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
Uns, por que foram convidados para o cargo e não aceitaram, enquanto “outros, porque, preferem dar o benefício da dúvida e respeitar, por enquanto, a escolha da Administração Central” da RTC (na Praia).

Os operadores de câmaras e os realizadores estão a analisar qual o tipo de reacção que vão ter, pois, consideram que “que, para além de não possuir capacidade para este cargo, não tem um ambiente favorável entre os seus colegas com os quais, com quase cem por cento deles não existe sequer uma relação profissional, quanto mais de amizade”.

Silva é também criticado pela sua postura e alguns actos praticados e denunciados, junto das administrações anteriores.
Um dos factos tem ver com um “documentário” com as alegadas vítimas do 31 de Agosto, que Aristides Silva terá feito a mando do então responsável pela Televisão, Daniel Livramento, e que ele fez de jornalista, realizador, operador de câmara e montador, indo contra todas as regras e indispondo o pessoal afecto ao PAICV, que viram nesse trabalho, “uma grosseira manipulação da verdade, com fins meramente eleitorais”.

Tudo indica que os próximos tempos na TCV Mindelo não vão ser de acalmia… e com a legítima desconfiança do PAICV – o Partido que sustenta o Governo.

In: A Nação
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Segunda-feira, Junho 29, 2009

Pesquisa aponta queda significativa em circulação de jornais portugueses

Uma pesquisa divulgada pela Associação Portuguesa para o Controle de Tiragem e Circulação apontou uma queda significativa do número de leitores de jornais e revistas nos quatro primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apesar de manter a liderança, o Correio da Manhã, publicado em Lisboa, apresentou uma queda de 2,72% na circulação: foram 114.525 exemplares vendidos em média em 2009, ante uma mádia de 117.722 exemplares no primeiro quadrimestre de 2008.

O Diário de Notícias, jornal centenário que figura entre os mais conhecidos da imprensa portuguesa, teve uma queda de 10,41%; dos 45.063 vendidos diariamente até abril de 2008, o veículo passou para uma média de 40.374. Já o Público caiu 6,77%, passando a ter uma venda diária inferior a 39 mil jornais.

O semanário Expresso teve média de vendas de 112.168 exemplares nos primeiros quatro meses do ano, quando em 2008 teve vendas de 129.346 jornais, o que significa queda de 13,28%. Outro semanário português, o Sol, caiu 18,39%.

O Jornal de Notícias apresentou a menor queda (-0,27%), com vendas diárias de 99.044 jornais no primeiro quadrimestre de 2009, face a 99.313 de 2008, informou o Portugal Digital.

O comportamento dos leitores foi diferente, no entanto, em relação aos jornais especializados em economia. O Diário Económico aumentu as vendas em 20,8% e, o Jornal de Negócios subiu 14,92%.

In: Imprensa

créditos imagem:melhorqueprozac
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Sexta-feira, Junho 26, 2009

Governo contra negócio entre PT e TVI






Para evitar “qualquer suspeita” de intervenção do Governo na linha editorial da TVI, José Sócrates anunciou que o Executivo se vai opor ao negócio, que assim cai por terra.

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou que o Governo vai opor-se à compra de 30% da TVI por parte da PT. O Estado vai usar a “golden share” que tem na PT, que lhe permite vetar opções estratégicas da empresa de telecomunicações, para fazer cair o negócio.

"O ministro [das Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino] já convocou a administração da PT para lhes comunicar que nós nos oporemos a que esse negócios possa ser feito. Transmitimos essa orientação aos representantes do Estado”, disse José Sócrates, aos jornalistas, esta manhã.

“Compreendemos perfeitamente o interesse empresarial da Portugal Telecom e esperamos que a PT continue a prosseguir esse interesse, que aliás está referido, como foi dito pelo seu presidente, em entrevista à televisão, um interesse estratégico na procura de mais conteúdos. Mas esperamos que o possam prosseguir de outra forma, porque o Governo não quer que haja a mínima suspeita de que esta compra de parte da TVI se destina a qualquer alteração na sua linha editorial e ou a alterar aquilo que é uma posição de independência relativamente às linhas editoriais de qualquer estação de televisão”, explicou José Sócrates.

“Nós não queremos que este negócio possa ser visto, por ninguém, por nenhum partido, por nenhum protagonista político como uma tentativa de influenciar uma qualquer linha editorial da TVI. Tanto mais que eu próprio tenho feito críticas relativamente à linha editorial da TVI e quero que isso seja absolutamente claro e transparente que nem o Governo, nem a PT e o seu interesse empresarial, não é instrumentalizável para qualquer outro fim que seja exactamente esse fim empresarial”, argumentou o primeiro-ministro.
In:A Semana
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Quinta-feira, Junho 25, 2009

Morreu Michael Jackson

(Em actualização) O cantor norte-americano Michael Jackson sofreu uma paragem cardíaca esta quinta-feira e não resistiu.

foto LEE CELANO/AFP
O site TMZ avança que Michael Jackson morreu esta noite em Los Angeles. O Los Angeles Times confirma também a morte do "Rei da Pop".

Segundo a CNN, Michael Jackson tinha ido para um hospital de Los Angeles, depois dos serviços de urgência da cidade terem recebido uma chamada que dava conta de uma paragem cardíaca.



Michael Jackson morreu com 50 anos
TMZ avança também que Jackson deu entrada no hospital já sem respirar e que as tentativas de reanimação não foram bem sucedidas.

O cantor norte-americano deixa três filhos menores.

In:JN
veja vídeos do Michael Jackson no sidebar lado direito - separador video da semana:icludive o famoso passo "moon walk".
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Cavaco Silva pede "transparência" no negócio entre PT e TVI



O presidente da República, Cavaco Silva, abriu uma excepção para comentar o negócio da compra de 30% da TVI por parte da PT, empresa participada pelo Estado.

“Face às dúvidas instaladas, neste momento, na opinião pública, é importante que os responsáveis pela empresa expliquem aos portugueses o que está a acontecer entre a TVI e a PT”, disse cavaco Silva. “É uma questão de transparência”, acrescentou o presidente da República.

Recordando que já havia dito, noutras ocasiões, que “a transparência e a ética nos negócios” são duas ilações importantes a tirar nestes tempos de crise, Cavaco Silva explicou as razões que o levaram “a abrir uma excepção” para comentar um negócio.

“Dada a importância do sector em causa, tendo em conta a época que estamos a viver, e pela natureza e importância da empresa de comunicação em causa”, Cavaco Silva decidiu comentar, em Guimarães, o negócio entre TVI e PT.

Vender para combater a crise

A venda de 30 por cento da Media Capital pela Prisa faz parte do pacote de medidas do grupo espanhol para enfrentar uma crise financeira que resultou numa dívida de 5 mil milhões de euros.

Apesar de ter conseguido, este mês, um alargamento do prazo de pagamento da sua dívida aos bancos, o grupo espanhol já tinha anunciado estar à procura de parceiros para vender parcial ou totalmente alguns dos seus activos.

A Media Capital, tida pela Prisa como um activo estratégico do grupo, já vendeu a sua unidade de outdoors e extinguiu a de imprensa, mantendo actualmente as rádios (Comercial Rádio Clube Português, Cidade FM, entre outras), a estação de televisão TVI e a produtora NBP, recentemente fundida com a espanhola Plural Entertainment.

A decisão de vender parte dos seus negócios em Portugal e em Espanha foi anunciada no primeiro semestre de 2007, quando o presidente do grupo, Juan Luis Cebrian, admitiu querer vender activos no valor de 70 a 80 milhões de euros.

A aquisição de 30 por cento da Media Capital pela Portugal Telecom renderá ao grupo espanhol, segundo a imprensa, 150 milhões de euros, mantendo a Prisa a maior fatia accionista da dona da TVI.

O grupo de media espanhol detém actualmente 94,4 por cento da empresa portuguesa. O restante divide-se entre a Caja Ahorro de Vigo (cinco por cento) e capital disperso.

In: JN
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Terça-feira, Junho 23, 2009

Chefia da RTC no Mindelo demissória

O delegado da RTC em S.Vicente, Armando Silva, está demissionário, desde há já alguns dias. Estão na mesma situação o chefe da Divisão de Informação e Programa da RNCV- Estúdios do Mindelo (Arnaldo Borges) e o chefe da Divisão de Informação e Programa da TCV ( José Eduardo Fonseca Soares). Cansaço e falta de meios para fazerem funcionar tais estruturas são entre outras as razões que estão na origem da queda em bloco da referida direcção. O presidente do Conselho da Administração da Rádio e Televisão Cabo-verdiana, Horácio Soares, assevera que até o próximo mês de Julho, o mais tardar, estará em funcionamento uma nova equipa. Esta, segundo outras fontes, será chefiada por Orlando Lima, jornalista da rádio nacional colocado na Praia.



Este diário digital apura que Armando Silva está demissionário desde há já alguns dias. «Desde o início aceitei assumir o cargo de delegado da RTC no Mindelo com carácter transitório, acumulando, ao mesmo tempo, as funções de técnico na área da engenharia da rádio e televisão. Porque é difícil conciliar tais funções, pedi, desde há já alguns dias, a minha demissão do cargo de Delegado da empresa em S.Vicente. Com isso, é normal que outros elementos da minha equipa tenham também posto o cargo à disposição», justifica Silva.

José Eduardo Fonseca Soares confirma, por seu turno, ter pedido a sua substituição há mais de um ano. É que, segundo explica,Fonseca Soares, ele condicionara já, em Setembro de 2009, a sua continuação no cargo de chefe da divisão da TCV no Mindelo a uma nova estratégia de produção e implementação, em directo, de uma série de programas na ilha. «Não tendo o anterior CA da RTC feito nada no sentido de se implementar tal programa, pus, logo depois, o meu cargo à disposição. Através de uma carta remetida a 12 de Dezembro de 2008 ao actual Conselho da Administração da RTC, pedi novamente a execução da proposta de programa anteriormente apresentada e recoloquei a necessidade de se resolver, com urgência, o problema da chefia da TCV no Mindelo. Portanto, a razão da minha saída tem a ver sobretudo com a falta de meios para implementar, a partir do Mindelo, a nova grelha de programação proposta», realça Soares.

Arnaldo Borges diz, no entanto, que pediu sair porque não quer continuar na chefia da divisão da informação e programa da Rádio Nacional de Cabo Verde - Mindelo. «Três anos a chefiar a divisão de Informação e Programa da RNCV no Mindelo é muito tempo. Decidi, por isso, deixar o lugar para outros colegas. Esta é a razão principal porque pedi a demissão do citado cargo».

Este diário está em condições de avançar que o jornalista Orlando Lima, do Estúdio da Praia, já está em contacto com profissionais de S.Vicente para formar uma nova equipa local da rádio e TV. O seu colega Astrides Lima pode ser convidado a assumir a chefia de Informação e Programa. A nível da TCV estão ainda em curso contactos para a escolha de um substituto ou uma substituta do Tchá.

O presidente do CA da Administração da RTC, Horácio Soares, escusou-se, no entanto, a falar dos nomes para a futura direcção da rádio e televisão públicas no Mindelo, mas confirmou os pedidos de demissão referidos, excepção feita ao caso de Fonseca Soares. «Armando Silva pediu a sua substituição. Mas, desde o início ele assumiu a função de delegado da TCV no Mindelo de forma transitória. Silva sempre fez saber que pretendia dedicar-se à sua função de técnico na área de engenharia da rádio e televisão. Arnaldo Borges não quis continuar na chefia e pôs o cargo à disposição. Quanto a Fonseca Soares, não conheci ainda nenhum pedido sobre a sua demissão e nem as razões que disse ter apresentado», assegura o PCA da RTC, para quem até o próximo mês de Julho, o mais tardar, a empresa vai ter uma nova chefia em S.Vicente.

In: A Semana
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